sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Marcador de páginas

Alguns coraçõezinhos feitos por mim

A dica de hoje é um marcador de páginas diferente, muito fofo e fácil de fazer. Ele se encaixa no cantinho da página e fica com o coraçãozinho meio que em alto-relevo, muito amor  

Tudo o que você vai precisar é de:

  • tesoura, sem ponta se você for criança 
  • papel de dobradura, ou qualquer papel, mas de dobradura é melhor, porque, bem, se trata de uma dobradura 
  • um pouco de paciência

É muito barato: tesoura todo mundo tem, e um papel de dobradura grandão custa alguns centavos e dá pra fazer centenas de marcadores. Comecei com vermelho, mas quero de todas as cores! No começo você pode se atrapalhar um pouco, mas em algumas tentativas dá pra pegar o jeito e você não vai mais querer parar de dobrar papelzinho, sério, é viciante. E, como qualquer arte manual, é relaxante. Em pouco tempo vai ter mais marcadores do que livros na sua casa e você vai ter que sair distribuindo às suas amigas leitoras. Sucesso garantido ;)

Aprendi a fazer assistindo ao vídeo abaixo, bem didático:
http://www.youtube.com/watch?v=U6c2XIbQjig

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pequena Abelha


E o título de primeiro livro resenhado no blog vai para: A Pequena Abelha, de Chris Cleave. Além de ter tudo a ver com o blog, é um dos meus livros favoritos. Pretendo ir resenhando os livros logo depois de terminar de ler, mas eventualmente vou resenhar também alguns que já li faz um tempinho, mas que merecem ser resgatados pra fazerem parte do blog, como é o caso do livro de hoje. 

Sabe quando você ganha de presente um livro que dificilmente escolheria pra comprar, num passeio casual pela livraria? Pois é, eu nem sabia da existência desse livro antes de ganhá-lo, o que me fez demorar um pouco pra começar a leitura, pois já tinha outros livros na vez da "fila de espera", pra variar. Mas quando finalmente dei uma chance pra ele, não me arrependi, aliás, só me arrependi de não ter dado uma chance antes. A gente acaba indo na onda da massa e dando prioridade pra aquele tipo de livro best seller que, depois de tanto ouvir falar e ver tanto por aí, bate a curiosidade e a gente acaba lendo. De vez em quando também gosto de me aventurar por terrenos mais desconhecidos, e isso pode ser surpreendente. É por isso mesmo, e pra fugir um pouco dos títulos mais batidos, que faço questão de falar sobre esse livro, pra fazer propaganda mesmo, pois ele merece muito reconhecimento.

Logo de cara vou fazer algumas ressalvas: antes de mais nada, se trata de um drama bem dramático, mesmo. E, como todos os dramas bem dramáticos, é preciso escolher com um pouco de cuidado o momento certo de abrir esse livro. Se você é o tipo de pessoa que, quando está meio pra baixo, gosta de uma leitura super triste ou de um filme de tragédia, pra passar um tempinho extra no fundo do poço, esse é o livro. Confesso que faço parte desse tipo de pessoas, aquelas que curtem uma fossa de vez em quando. Porém, às vezes o tiro sai pela culatra e você acaba se deparando com determinadas situações que fazem seus problemas parecerem muito, muito pequenos. Acontece. Já se você é o tipo de pessoa que, quando está meio pra baixo, gosta de uma leitura pra te por pra cima, de filmes de comédia e todo tipo de coisas alto astral, é melhor deixar esse livro pra depois. Porém, não queira adiar muito essa leitura, pois se trata de literatura obrigatória, aquela que as pessoas deveriam ler esporadicamente, pra saírem de suas confortáveis bolhas e terem uma noção mais globalizada do mundo em que vivem, e já vou avisando que é um tapa na cara de todo e qualquer cidadão branco e ocidental. Esse não é o livro que vai recuperar sua fé na humanidade, muito pelo contrário. 

Fugindo um pouco da rota costumeira dos dramalhões que existem aos montes por aí, essa história se passa na ponte entre a tão esquecida África, mais precisamente a Nigéria, e a Inglaterra. Tudo começa quando Sarah e Andrew, um jovem casal britânico, decide fazer uma viagem romântica na hora errada e no lugar errado, numa das praias da Nigéria, que vive em constante conflito, e, num dado momento, digamos que as coisas fogem do controle. Nesse momento, Sarah se encontra com a protagonista da história, a Pequena Abelha, e as vidas dessas duas mulheres se entrelaçam de forma definitiva. Tempos depois, de volta a Londres, levando a vida numa tentativa fracassada de superar o que aconteceu, o passado inoportuno bate à porta e a história recomeça. 

Chris Cleave escreve belamente e de forma tocante, e em diversos momentos do livro somos presenteados com passagens marcantes e poéticas, que você vai querer grifar e nunca mais esquecer, mas vou fazer um pouco de mistério pra que as melhores partes que sejam lidas no seu momento, durante decorrer do livro. No mais, é melhor seguir o conselho da contracapa:

"Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola." 

Fotos: Reprodução

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Meu primeiro post

Há tempos eu vinha nutrindo o desejo de ter um espaço só meu, pra compartilhar um pouco do que eu penso com o mundo e criar novos laços, enfim, tentar utilizar essa poderosíssima ferramenta que é a internet a meu favor, para o bem, pra espalhar e atrair coisas boas pelo universo afora. Como a maior parte dessa minha geração Y, eu passo boa parte do meu tempo navegando pela internet e acabo acompanhando vários blogs, que me servem como fonte de inspiração, e vira e mexe pensava comigo: por que não unir o útil ao agradável? Aliás, todos deveriam, em algum momento de suas vidas, deixar de lado o papel de meros espectadores e agir de forma mais participativa, porque todos, sem exceções, sempre têm de bom algo a acrescentar. 

Acho que demorei tanto pra finalmente criar meu blog por um problema muito simples: o nome. Pode parecer bobagem, mas acredito que esse seja um primeiro empecilho que acaba impedindo muitos blogs incríveis de irem ao ar, pois é impressionante como sempre tem outra pessoa no mundo que já pensou antes de você em qualquer coisa que venha à sua mente. No meu caso o problema não foi exatamente esse, já que eu tinha duas certezas: eu queria muito ter um blog e eu queria que o nome do meu blog fosse Abelha Rainha. Simples assim. Do mesmo jeito que eu sei, desde que me entendo por gente, os nomes que eu quero por nos meus filhos. O problema é que eu descobri, o que nem foi exatamente uma grande descoberta, que "esse nome já está sendo utilizado" em blogs, em marca de cosméticos e  até em salões de beleza. Criatividade é uma dádiva, mas dificilmente você conseguirá criar algo totalmente inédito, seja para o nome do seu blog, seja para o nome dos seus filhos. Não sou a única Abelha Rainha do mundo, mas me contento em ser a Abelha Rainha da minha colmeia, na falta de uma frase mais clichê! Era uma questão de vida ou morte, ou o nome seria esse, ou não teria blog.  Eu queria porque queria que o meu blog se chamasse Abelha Rainha! Só isso e nada mais que isso seria tão a minha cara. Mas por que tamanha obsessão? Parece que chegou a hora em que eu falo que o meu nome, Debora, (a propósito, muito prazer, meu nome é Debora) de origem hebraica, significa "abelha". Isso mesmo. Acho que não preciso acrescentar que eu descobri isso na pré-escola quando, em uma daquelas embaraçosas atividades em roda, a professora pediu para que os pais escrevessem no caderninho dos seus filhos por que escolheram o nome deles, e a minha mãe desenhou uma abelha e escreveu que era basicamente porque meu nome significa abelha, algo assim, o que foi lido em alto e bom som, pra todo mundo ouvir, uma descoberta que me causou um pequeno estranhamento, de que eu não me esqueço até hoje. Falando nisso, esse caderninho ainda deve existir em alguma parte do universo paralelo que eu chamo de guarda-roupa. E sabe que esse nome combina direitinho comigo? Não vou nem começar a falar que é porque eu sou assim mesmo, acabo dando as minhas ferroadas nas pessoas, mas no fundo, no fundo sou doce como o mel, e essa história toda, senão isso aqui começaria a ficar seriamente ridículo. 

Pois é, se não fosse por isso provavelmente essa página já existiria há um bom tempo. Como contornar esse obstáculo? Eu não queria nem saber de letras repetidas, de incluir letras como o "h" ao nome ou coisa que o valha. Quantas vezes eu iniciei o procedimento de criação de um blog e empaquei nesse exato momento? Eis que a solução surge, daquela forma como as soluções costumam surgir às vezes, daquela forma tão óbvia que chega a ser desconcertante: blog + abelha rainha. Pronto! Resolvido isso, eu sinto que, mesmo com prováveis novos obstáculos que forem surgindo, as coisas vão começar a fluir, pelo menos no que depender da minha vontade de prosear.

Pessoalmente eu acredito, ou prefiro acreditar, que algumas coisas acontecem quando elas tem que acontecer. Não sei porque, mas hoje particularmente eu pensei mais do que o normal sobre isso, e coincidentemente, recebi o apoio de uma pessoa importante pra mim, de uma forma tão espontânea, que eu só pude levar isso como sendo um sinal. Sem mais procrastinação, sem mais aquele velho conhecido meu: "dessas férias não passa". Em plena véspera de provas e entrega de trabalhos e loucura de fim de semestre (falando nisso, é nessas horas que a minha vontade de fazer qualquer coisa que não envolva estudos costuma aparecer com força total!) É agora ou nunca.

Passado o dilema do nome, outro obstáculo que desanima qualquer um já pode ser vislumbrado no horizonte, é ter noção de quantos blogs existem por aí e, entre eles, quantos e quantos acabam morrendo na praia, por assim dizer. Por isso, desde logo já enfiei na minha cabeça e agora quero deixar bem claro aqui, que esse blog não foi feito pra "fazer a diferença", pra fazer sucesso, pra fazer dinheiro ou qualquer coisa do tipo, embora logicamente que essas coisas sejam sempre bem-vindas. Meu objetivo é dar um passo de cada vez, sem criar muitas expectativas e cobranças desnecessárias, só enquanto for leve, enquanto for um prazer. E, se eu puder ajudar uma única pessoa com qualquer coisa que tenha sido razoavelmente útil, já me darei por satisfeita. 

Ah, antes de me despedir, talvez seja interessante pontuar vagamente o que eu pretendo com isso tudo, pois bem, o meu propósito inicial é fazer a segunda coisa que eu mais gosto de fazer, depois de ler, que é escrever. Resenhas. É isso. Resenhas de livros, resenhas de filmes, resenhas de produtos em geral... Vou sair por aí resenhando o mundo, afinal é isso que as pessoas fazem, resenhar é o nome chic para "dar pitaco" e é isso que eu quero fazer. Sinto uma necessidade esporádica de por pra fora as coisas que eu fico matutando, de dar a minha opinião sobre o que eu acho relevante, de transformar em crônica acontecimentos banais do dia-a-dia, coisas do tipo. Escrever, apenas escrever. Até porque dizem que ficar guardando as coisas dá câncer. 

Por enquanto, já aviso que tudo isso pode mudar sem aviso prévio, pois não estou assinando contrato com ninguém, a não ser comigo mesma. E isso é formidável!, na falta de uma palavra menos patética. Sinto que já "falei" demais, como não poderia ser diferente, se é que esse blog é pra ser meu. Também, pudera, esperei um bocado por isso. Espero que meus leitores, no momento inexistentes, deem um desconto.

Sem mais delongas, mal terminei de escrever meu primeiro post e já comecei a gostar da brincadeira ;)

E, a título de ilustração do meu primeiro post, escolhi uma fotografia não menos especial, que pode parecer uma abelha qualquer numa planta qualquer, mas não é só isso, não pra mim, pelo simples fato de que fui eu quem bateu esse singelo retrato e, acreditem, isso pode se tornar complicado quando o que você está tentando focar não para de sair voando. Mas depois de umas cento e poucas tentativas, saiuAchei fofo.