domingo, 21 de setembro de 2014

O canto da Sereia

Fotos: Reprodução

Esses dias eu estava atrás de uma nova série pra ver, como sempre. Achei essa, que não é exatamente nova, na verdade, acho que todo mundo já viu, menos eu. Sabe, eu já fui uma pessoa que ficava horas por dia vendo tv, mas depois da internet, definitivamente troquei a televisão pelo computador. Não tenho mais paciência pra sentar na frente de uma tela e acompanhar novela, programa ou o que for, dentro dos parâmetros televisivos, tendo horário fixo e tudo mais. Não tenho mais paciência principalmente pra novela, meses e meses naquela enrolação e encheção de linguiça típicas. Prefiro escolher o que ver e quando ver aqui na internet, mesmo. 

Eu sei que a Rede Globo é muito criticada por não ser exatamente um exemplo de emissora em determinados aspectos, mas minissérie é uma coisa que eu acho que eles fazem bem. Já das novelas não sei se posso dizer o mesmo, até porque parei de assistir depois de alguns acontecimentos da minha vida, chamados "sair de casa" e "fazer faculdade". Houve a época em que eu tinha tempo de sobra e companhia pra isso, e acompanhava as novelas, uma atrás da outra, com a minha vó. Nem sei se eu conseguiria ter um olhar crítico o suficiente sobre as novelas, pois elas sempre foram carregadas de sentimentalismo pra mim. Pra mim novela é uma coisa pra ser assistida na sala de casa, é uma coisa meio família, pra ficar comentando com quem está esticado lá no sofá ao lado. 

Mas o assunto de hoje é minissérie! Vejo as minisséries como que num degrau acima das novelas. As minisséries são mais do jeito que eu gosto: mais qualidade e menos quantidade. São mais bem elaboradas e dinâmicas. Pode falar o que quiser da Globo, mas as minisséries boas, algumas baseadas em acontecimentos históricos, outras baseadas em obras da literatura nacional, como é o caso dessa, adaptada da obra de Nelson Motta

Quem sabe um dia eu leio o livro?


Queria assistir alguma coisa nacional, pra variar um pouco. É legal prestigiar o que o nosso país tem de bom, e olha que tem muita coisa boa por aí. Eu acertei em cheio na escolha! É uma minissérie baseada em um romance policial, que gira em torno do assassinato da Sereia (o que não acho que seja spoiler, pois ela morre logo no primeiro episódio e, como já disse, a série gira em torno disso). É uma série intensa e rápida, com apenas 4 episódios. Pensando bem, foi até melhor ver depois, assim eu vi tudo de uma vez, um episódio em seguida do outro. Não tive que esperar até o dia seguinte, morrendo de ansiedade pelo próximo episódio, como as pessoas que acompanharam na tv devem ter ficado.

Sereia, interpretada pela atriz Ísis Valverde (que foi maravilhosa, a propósito), é uma cantora de Axé de origem humilde que estava fazendo o maior sucesso, no auge da carreira, quando foi assassinada, em cima do trio elétrico e em pleno carnaval de Salvador, com um tiro no peito. Com isso, seu guarda-costas decide que vai descobrir quem matou Sereia, nem que seja a última coisa que ele faça na vida.

Ísis Valverde divando

É aquele bom romance policial, que vai te enlouquecendo... No decorrer da investigação parece que o autor do crime pode ter sido qualquer um à volta dela, todos são altamente suspeitos, cada um parece ter algum bom motivo pra fazer isso. Você simplesmente precisa chegar até o final e descobrir quem, afinal, matou Sereia. E o final, como em todo bom romance policial, surpreende. É claro que não vou contar o final, por mais que "todo mundo" já tenha assistido, vai que ainda tem algum perdido igual eu por aí?

Quem matou Sereia???

Termino a resenha com uma salva de palmas ao Brasil por mais essa belíssima obra, cheia de palavrão, putaria e violência, como não poderia deixar de ser, mas cheia também de arte, cultura e genialidade desse escritor brilhante, que ganhou a minha admiração. 


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Assassin's Creed - Renascença

Até agora só falei de livros e séries dos quais eu gostei (ou adorei), mas, como nem tudo são flores, o escolhido de hoje é o último que li, o Renascença, primeiro livro da série Assassin's Creed, do autor Oliver Bowden, série da qual eu não pretendo dar continuidade na leitura, pois infelizmente não gostei e vou explicar o porquê.

Fotos: Reprodução

Esse livro foi muito indicado por uma velha amiga minha, que tem o gosto literário bem parecido com o meu, faz um bom tempo. Fiquei com o livro na cabeça, mas sem planos muito concretos de iniciar a leitura tão logo, até que o encontrei em promoção nas Livrarias Curitiba, quando não pude resistir a comprar e já começar a ler. Nós duas gostamos de ler aventuras e fantasias, do tipo J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling... E achei que seria mais um livro pelo qual compartilharíamos do mesmo amor, mas como gosto é gosto, de alguma coisa nessa vida tínhamos que discordar.

Eu sei que o livro foi adaptado do videogame, mas como não jogo (um vício a menos!), não posso falar sobre, então essa resenha trata estritamente do livro como livro. O que eu posso dizer é que só ouvi falar bem do jogo, então se for mesmo tudo isso, pode-se concluir que não houve uma boa adaptação. Sinto que algo se perdeu no meio do caminho entre o jogo e o livro. 

A impressão que eu tive foi que alguém se sentou na frente do videogame e foi pondo no papel exatamente tudo o que se passava na tela. Sem se preocupar muito em contextualizar a coisa, sem riqueza de detalhes, sem profundidade nas personagens, sem maiores descrições e toda aquela magia que faz um livro ser o que ele é. A sensação foi a de estar jogando um jogo e não lendo um livro, e, convenhamos, se eu quisesse isso, teria investido num videogame e não numa estante. 

Devo dizer que o livro não foi de todo ruim, na verdade, tinha tudo pra ser bom, contando com elementos que poderiam ter feito dele um livro e tanto, tais como relatos históricos, paisagens da Itália antiga e a presença de personalidades do calibre de Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, mas esses elementos, ao meu ver, poderiam ter sido melhor explorados.

Eu poderia resumir esse livro, de 300 e tantas páginas que só terminei de ler por desencargo de consciência, em 3 linhas, mas vou me esforçar pra escrever um pouco mais do que isso. 

A narrativa tem início na adorável cidade italiana de Florença, onde o protagonista, o jovem Ezio Auditore, vive feliz com a sua família, pai, mãe, irmão mais velho, irmão mais novo e irmã, e tem até uma namorada chamada Cristina. 

A partir daqui a resenha pode conter SPOILER. O aviso está dado.

Eu não costumo dar spoiler, prefiro fazer mistério quando gosto de um livro, para despertar o interesse em ler. Mas, como eu achei que o livro não valeu a pena e por esse motivo não recomendo a leitura, vou contar resumidamente a história. Não vejo problema nisso, até porque o enredo segue mais ou menos uma fórmula pronta e é bastante previsível por si só. Então, a título de curiosidade ou seja lá pelo que for, eis o pontapé inicial do livro: 

Os homens da família Auditore são injustamente executados em praça pública, acusados de um crime que não cometeram, traídos por um falso amigo e Ezio só consegue se salvar por obra do destino. Falando nisso, o que não falta na vida dessa pessoa é sorte, e no decorrer da leitura isso chega a ser irritante. Ele sempre está no lugar certo e na hora certa, sempre escapa por um triz, enfim, ele é o melhor, e essa coisa toda, o que torna a narrativa meio surreal demais. Sabe aquela história que não convence de jeito nenhum, que você não consegue acreditar nas personagens e mergulhar de cabeça no mundo criado? Então.  

Com isso, Ezio descobre que faz parte de uma seita secreta, o Credo dos Assassinos, da qual fizeram parte seu pai e demais antepassados, e parte Itália afora com o objetivo de matar todos os inimigos, seguindo seus instintos vingativos com sede de sangue. É basicamente isso. A leitura vai se desenrolando de missão em missão, até que ele tenha percorrido o país de cima a baixo assassinando todos eles, um a um, e eles são muitos. Você não tem tempo nem pra respirar e isso é realmente cansativo. Depois de "tudo", o livro acaba e você se dá conta de que ele viveu a vida em função disso e ainda passa a mensagem de que tudo valeu a pena, afinal ele salvou o mundo.  Fim.

Pra não dizer que eu não falei nada de bom, tem algo realmente bom, que é isso:

https://www.youtube.com/watch?v=S8b1zWOgOKA

E a música da Lindsey Stirling, adoro ela:









sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Vikings

Dias atrás terminei de assistir a segunda temporada de Vikings, o último seriado que me viciou completamente. Os planos eram resenhar cada série só depois de terminar todas as temporadas, porém como a terceira temporada será lançada só no ano que vem e eu amei tanto, não aguentei. Então, o jeito é ir atualizando a resenha depois! 



A série foi lançada pelo History Channel, um dos meus canais preferidos da tv a cabo, e retrata a relevante História dos povos nórdicos, em especial os Vikings, como o próprio nome já diz, povo que sempre exerceu um certo fascínio sobre mim. Adoro saber todos os detalhes sobre os povos antigos (às vezes acho que deveria ter feito História), sobre como eles viviam, desde a vida cotidiana, com seus costumes, vestimentas e festas, e também sobre a guerra, com suas armaduras, escudos e machados, as aventuras da navegação, invasão e exploração de novos territórios, até as crenças e rituais sagrados, tudo isso é muito mágico... Além de serem conhecidos e temidos como gigantes, foram um povo muito sábio e bravo, digno de admiração.



A história se passa em uma aldeia governada inicialmente por Earl Haraldson, casado com a bela Siggy, com quem tem uma filha e tinha dois filhos, que sofreram um assassinato brutal, cujo autor é um mistério. O protagonista, Ragnar, é um jovem visionário e corajoso, que sonha em desbravar novos horizontes viajando para o Oeste, onde acredita que existem terras cheias de riquezas. Com a ajuda de artefatos e informações que conseguiu de um viajante, e a contragosto do Earl, convence seu amigo Floki a construir um barco, no qual parte com ele, seu irmão e mais alguns de seus amigos leais e destemidos, que compartilham de suas convicções, às escondidas sentido ao Oeste.

 Ao voltarem de viagem, não só vivos, sãos e salvos, como carregados de tesouros e escravos, causam alvoroço na aldeia, o que dá início ao desprestígio e decadência do Earl, que os havia proibido de viajar, afirmando categoricamente que não existiam terras a Oeste. Assim, dá-se início à árdua e gloriosa trajetória de Ragnar em busca do poder... 

É uma trama muito bem pensada, estudada e trabalhada, as personagens e seus atores são incríveis. A série prende, episódio a episódio e, além de ser histórica, é realmente instigante e cheia de reviravoltas. Enfim, só amor por esse seriado... As paisagens são lindíssimas, sem contar a trilha sonora que é maravilhosa! 

Minha música favorita: https://www.youtube.com/watch?v=bbgvgk50e94

Música de abertura: https://www.youtube.com/watch?v=qUnB846aB4I




Ragnar Lothbrok, personagem principal.


Ragnar e seu lindo irmão, Rollo.

E à direita de Ragnar, sua mulher Lagertha, a escudeira.

Já falei que o Rollo é lindo?



Aslaug, passou metade do seriado grávida.
A bela e ambiciosa Siggy.

Todas as mulheres do mundo querem ser ela, ou pelo menos ter o cabelo igual.


Floki, o construtor de navios, personagem meio doido desses que não podem faltar, e que se tornam queridinhos.

Pra fechar, uma das imagens mais lindas até agora, o casamento viking de Helga e Floki. (Acho que não é spoiler, eles estão juntos desde sempre.)

Fotos: Reprodução